segunda-feira, 16 de julho de 2007

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Uma quinta-feira bem passada.

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Tv on the Radio


Scissor Sisters
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Interpol


Underworld

Uma agradável surpresa: Tv on the Radio. Tinha um dos álbuns mas não tive a dignidade de o ouvir. Arrependi-me. Dou a mão à palmatória e admito que os Scissor Sisters mereceram justamente todas as palmas. Até eu cantarolei umas musiquinhas. Os Interpol subiram ao palco frios e quase sonâmbulos, como de resto são sempre. Gostar deles não chega para gostar deles em palco. Eu sobrevivi , mas os acordes sombrios fizeram alguns cadáveres.
Os Underworld vieram para ressuscitar as almas que não resistiram aos Interpol. E foram brilhantes. Mais uma vez estico as mãos...

Olho para o palco no fim de uma grande noite e mesmo assim guardo ressentimentos. Os Arcade Fire estiveram ali. Ali... Digo dois palavrões e penso que

Para o ano há mais.

Nota: As fotografias dos concertos foram retiradas do site http://13sbsr.blogspot.com/

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Uma quarta-feira bem passada.
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Lourdes Castro
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Roy Lichtenstein

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John De Andrea

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Andy Warhol
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Edward Kienholz
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George Segal
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Fernando Lemos

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Foi em 1969 que o "homem" comprou o primeiro quadro. Uma imitação da obra de Leonardo da Vinci, a famosa Mona Lisa. Quando chegou a casa, conta-nos ele, disse à mulher, na sua linguagem e dicção difíceis, que só a própria deve entender perfeitamente: "Oh mulher, este quadro não é verdadeiro!", e a mulher respondeu-lhe "Oh Joe, se queres ver o verdadeiro tens que ir ao Museu do Louvre que é lá que ele está."
E assim nasceu a "paixão" de Joe Berardo pela arte. A colecção impressiona. Obriga-nos a pensar, não só na arte mas também no "homem". O homem pode "não saber falar", mas no CCB a arte fala por ele.

terça-feira, 19 de junho de 2007


Foram dias de nenhum sol. O Cansaço, senhor de si próprio e contra a minha própria vontade, instalou-se confortavelmente na poltrona [o meu coração] de onde eu determinava todas as minhas vontades. Dias frios de nevoeiro espesso, seus súbditos amargurados, invadiram a minha vida e nomearam-se soberanos de todos os meus relógios e calendários , ameaçaram eles “para sempre”.
E de repente tudo estava diferente. As pessoas que eu costumava amar passaram a existir como fortalezas desabitadas, esquecidas de si próprias, mais motivadas em destruir tudo e todos do que em construir-se a si mesmas.
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Esqueço-as e esqueço-me com elas.
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Os meus dias passam, repetidamente repetidos por imposição dos senhores do reino dentro de mim que já não sou eu, e eu choro por dentro. Uma tempestade cerrada e calada de lágrimas. Um choro "estúpido e terno", exausto de mim. Farta de ser eu. Farta de ser eu neste rosto, nestas roupas, mesmo as mais íntimas, neste corpo que não encontra alma, neste coração cansado de bater sem pensar.
Acordar e não te querer ver. Por medo. Medo. Vivemos de medos. Encolher-me em mim mesma, desejar com força voltar a ser criança e a não ter medo de nada se não da escuridão. A escuridão.


Dá-me todo o tempo do mundo.
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Eu gostava tanto de te amar, mas não consigo. Quando me tomavas nos teus braços, ia já a noite escura, tu querias acreditar que o meu coração te pertencia. Mas meu amor... Meu amor, ou lá quem és, o meu amor não pode pertencer a ninguém, porque a minha maneira de amar é estéril e egoísta e absurda.
Queres-te mais forte que os meus demónios, que devagar me foram roubando tudo. Mas digo-te eu: não te desperdices a tentar salvar quem tem cordas ásperas a estrangular-lhe a alma... "para sempre".

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Once I wanted to be the greatest,
No wind or waterfall could stall me...
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" Eu, mais ninguém. Quer dizer, só fico eu. A interromper-me. Por não poder continuar a ser como sou sem me lembrar que nem sempre fui assim. Já fui como os outros, quando eram o que já não são, ou que não são o que acabarão por ser.
Sou mais que uma testemunha inocente da minha vida, apanhada a fugir do local do crime e obrigada a depor e a sujeitar-me ao julgamento dos outros.
Também já fui autora. Actriz. Fiz a minha vida e, entrei nela, durante uns tempos...
Já tive vontade. Já tive importância. Já vivi fora do mundo. Já aqui estive sem ser à espera. Já fui eu quem aparecia, quem obrigava as coisas a acontecer, quem se opunha, quem me convencia, quem lutava pelas coisas em que acreditava, quem não descansava enquanto não tivesse o que queria.
Já não é assim que sou. O que fui já ninguém mo tira. Antes de ser pessoa, fui mulher. E, era ser mulher, que na altura me apetecia.
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Um dia atiro a alma ao ar e serei friamente feliz."
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miguel esteves cardoso, Cemitério de Raparigas

terça-feira, 12 de junho de 2007

Kings of Convenience - Failure


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Failure is always the best way to learn,
Retracing your steps 'til you know,
Have no fear your wounds will heal.

terça-feira, 5 de junho de 2007

The gift of memory is an awful curse
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O rapaz não entendia o que ela sentia de cada vez que ele voltava e usava a palavra amor. A rapariga ficava impacientemente feliz, quase sem chegar a sentir felicidade, pela tormenta antecipada da despedida. Queria acreditar na mudança. Queria acreditar. Mas mudar foi sempre uma palavra difícil e ficar foi sempre uma palavra impossível. Ela pensou que jamais seria capaz de voltar a amar com o coração. Podia voltar a amar, sim, mas com outra qualquer parte do corpo. Podia voltar amar com os pulmões, com as mãos, com a boca, mas o coração, aquele coração tolo e cego, há já muito que o perdera para ele.
Sentiram saudades, mesmo quando nenhum milímetro os separava. Ela sonhou ter coragem para lhe pedir que ficasse. Ele pediu em silêncio que ela guardasse essas palavras. "Não parece ser justo", pensaram.
Onde houver saudade nunca haverá justiça.
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I've been thinking about you, baby.
See it almost makes me crazy...
Times, Nothing's right, if you ain't here,
I'll give all that I have, just to keep you near.
I wrote you a letter, darling, I tried to, make it clear,
But you just don't believe that, i'm sincere...
I've been thinking about you, baby,
I want you to live with me.
...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

The Dresden Dolls



So during a show about Joan of Arc
I got through and said:
stolen my heart...
when I asked if you felt the same way for me
you cut me off like a guillotine."
Fischerspooner - Never Win



quinta-feira, 24 de maio de 2007

Wait, they [still] don`t love like I love you



e as palavras que carregavam o meu cheiro só te levaram mentiras.

terça-feira, 22 de maio de 2007

hoje sabe-me bem
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Isobel Campbell feat. Mark Lanegan


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Now after all, don't feel like nothing
like walking away
like a mouth full of rain
at twelve o clock
the bell starts ringing
a dog starts barking
and you're still missing
still missing something
you've never known what it was
and I'm not one for thinking twice
but I know this much is true
the earth will turn, the pot'll burn
and you are my revolver
just waking up
some dogs start barking
a bell starts ringing
and you're still missing
and after all, don't feel like nothing
like walking away
like a mouth full of rain
I'm holding on 'cause
you're my revolver
and I dreamed of ending
and flying away

sábado, 19 de maio de 2007

terça-feira, 15 de maio de 2007

She Wants Revenge



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I want to hold you close
Soft breasts, beating heart
As I whisper in your ear
I want to fucking tear you apart.
Nota: O filme também é muito bom.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Uma estrada -1/5/2007

Era um início de tarde. Respiras fundo e agarras-te à coragem que já tiveste. Sabes que erraste. Que as pessoas mudam. Mudam por muitas razões, mas sobretudo porque acreditam erradamente que se mudarem quem amam as vai amar ainda mais.
Sabes que não podes adiar mais a viagem. Há já muito que o mundo inteiro, as músicas que ouves sem dignidade, as fotografias sem cor que afinal te são dispensáveis porque as imprimiste com toda a precisão naquilo a que rejeitas chamar “memórias” e até os teus amigos te dizem que está na hora de te ergueres, que tens de encontrar a estrada que te traga de volta a ti. Até agora foste-te remediando com trapos, foste vivendo do prazer retardado das tuas lembranças, sugando todas as noites um bocadinho dos sorrisos que um dia enfeitaram a tua cara e os teus dias. Mas hoje descobriste que o teu coração já não te fala e entras em agonia.
Qualquer coisa está irremediavelmente errada, como um pulmão ferido de vício, que respira fábricas de fumo espesso, que nunca cheirou a humidade de um bosque, de uma flor, do mar. O passado espreita-te como um menino birrento, de costas voltadas. Faz-te uma chantagem surda, como se esperasse impacientemente a devolução da tranquilidade que nasce das coisas resolvidas e em troca de nada. Tens de partir. Mesmo que nunca possas, nem sequer a ti, explicar o que terá acontecido, se a culpa é só tua ou de mais alguém. Mesmo que nunca consigas encaixar em lado nenhum esse pedaço da tua vida e ele esteja condenado a vaguear para sempre pelo resto de todas as tuas memórias, como um defunto perdido entre dois mundos. Tens de partir.
Sabes que o tempo já disfarçou a verdade com outras verdades. Puseste as memórias feridas de saudade num lugar a que nenhum ser humano poderia chegar, mas sabes também que o tempo te levará cada vez para mais longe e que, mais tarde ou mais cedo, conseguirás pegar nelas a uma distância segura, sem te deixares magoar.
Partes. Sem mapa e sem datas. Chove uma chuva fria, o nevoeiro e as lágrimas cegam-te o caminho inteiro e a tristeza, nem por um segundo, larga as mãos da tua garganta.
Era um início de tarde.
E o teu.